Um guia de como cozinhar durante viagens

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A maior dica para economizar durante as viagens é cozinhar. Comer fora quase sempre sai caro E não é saudável. Mas, infelizmente, é um pouco mais complicado do que cozinhar em casa. Nesse post, vou dividir com vocês algumas dicas para deixar a tarefa mais fácil.

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Antes da gente viajar, eu era A LOUCA da comida feita em casa: a gente comprava pouquíssimos industrializados (nem o molho de tomate, nem queijo, nem picles prontos), fazia quase tudo em casa e a gente tinha de tudo pra conseguir fazer o que a gente quisesse.
Eu pensava que seria tranquilo, era só fazer sopa, macarrão, arroz chinês, assados que tudo ficaria bem, seria fácil, prático e rápido.
Há. Claro que não seria simples. Passamos por casas com cozinhas imundas à casas onde não se tinha 4 copos (ou garfos, ou pratos). Casas com 1 panela só ou com 2 panelas minúsculas foram muitas. Imagina se teria liquidificador ou uma slow cooker?

A gente precisou mudar nossa mentalidade pra conseguir sobreviver.

Em primeiro lugar, aceitamos que comida pronta de mercado, de vez em quando (ou mais que de vez em quando) salva a vida (e o bolso). Eu sei que não é o mais saudável ou o mais econômico, mas ajuda muito. Eu gosto de ter tortas salgadas, pães e algumas outras coisinhas simples. A gente tem comprado uma refeição ‘pronta’ por semana, mais ou menos.

Outra coisa que precisou ser mudada dentro da minha cabeça foi que a comida dos outros não é suja. Por exemplo, quando a gente aluga uma casa, geralmente ela vêm com coisas básicas, como sal, pimenta do reino, macarrão. Em outras, a gente encontra shoyu, saco de arroz, ketchup, e etc. Tem casas que vêm com muita coisa. E eu odiava usar, achava sujo, não sabendo quem colocou a mão lá, não sabendo desde quando aquilo estava aberto, etc. Hoje em dia, apesar de ter reservas, algumas coisas começamos a usar – e elas também quebram um galho. Eu até tenho gostado, porque a gente é obrigado a experimentar novos temperos, novos ingredientes e a gente acaba carregando menos coisas.

De resto, a gente só precisou se adaptar à falta no geral: desde falta de certos ingredientes à falta de panelas, assadeiras, liquidificadores e etc. Preciso dizer que a gente também aproveita o que se tem. Por exemplo, se a casa tem forno, a gente come comida assada quase todos os dias. Se a casa tem liquidificador, a gente usa. Porque, né, não se sabe quanto tempo vai demorar pra se ter de novo.
A gente não pode nem fazer uma programação de comida, porque a gente depende dos instrumentos que vão estar disponíveis na casa e dos ingredientes que a gente encontra nos mercados locais.

kids cooking

Coral chopping our broccoli – she hates it, but loves cooking

Mas aqui vão as dicas prometidas:

  • Antes de fazer as compras, olhar o que tem de disponível e o que dá pra fazer, ver aonde fica o quê e decidir, mais ou menos, o que se vai cozinhar.
  • Cozinhar coisas simples: pode ser macarrão com azeite e uma salada com castanhas, um arroz chinês, um refogado cheio de coisas.
  • Cozinhar para mais de uma refeição (se houver panela de tamanho suficiente, claro): porque é muito mais simples esquentar uma comida do que fazer outras coisas.
  • Fazer o arroz (ou macarrão) em casa e comprar um frango assado, por exemplo, sai mais barato que comer fora e é rápido e fácil.
  • Comprar comida o suficiente para a duração da viagem. A gente começou a comprar saquinho de arroz pequeno, o vidro pequeno de vinagre, o sal em pó (e não o em pedrinhas), etc.
  • Tentar usar o mínimo de panelas possível: fazer um arroz chinês, um macarrão que cozinha dentro do molho, uma carne com os legumes, ou colocar carne e verduras no forno, lasanha, etc. Tudo o que usa só uma panela é excelente!
  • Comprar o que fica pronto mais rápido. Por exemplo, a gente escolhe o macarrão que fica pronto em 2 minutos, ao invés daqueles que demoram 10 minutos – assim, não dá tempo da primeira panelada esfriar antes de cozinhar a segunda – importante quando as panelas disponíveis são pequenas.
  • Ter alguns ingredientes coringa sempre: aqui em casa são batata, cebola, alho, macarrão, salada de folhas e frutas.
  • Tirar um tempo para conhecer a cozinha, descobrir o que fica aonde e mudar algumas coisas (mas lembre de voltar tudo ao lugar antes de ir embora!)

E… a dica maior….

Ter só uma refeição cozinhada por dia.

Isso quer dizer um café da manhã reforçado, com coisas variadas (pão, iogurte, frutas, chá, e tudo o que tiver de pronto), um almoço tardio e várias frutas e petiscos durante o dia. Aqui em casa, são muitas frutas, verduras (salsão, cenoura, pimentão e pepino são campeões) em palito e sanduíches, mas até bolachas e bolos de mercado valem em momentos de desespero.
Isso quer dizer que a gente tem (em média) 3 refeições por dia, mas só uma precisa ser feita.
Isso foi o que melhorou muito o nosso nível de estresse. OK, o meu nível de estresse. Ainda tenho momentos de peso na consciência, mas já aceito que nem tudo é possível. Já até pensei em introduzir um suco verde por dia, mas não encontramos liquidificador em todas as casas, então a gente se vira do jeito que dá.

E, apesar da alimentação não ser mais tão boa quanto a gente tinha antes da viagem, a gente está se exercitando mais, tomando mais sol e se divertindo mais. Não percebemos pioras nos quadros de saúde, por enquanto.

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2 respostas
  1. Maria Zulmira
    Maria Zulmira says:

    Eu vi direito, a Coral cortando brocólis? kkkkkkkkkkk Ainda bem que vcs não são do tipo: arroz, feijao, carne e salada todos os dias… rsrsrs bs

    Responder

Trackbacks & Pingbacks

  1. […] Quando você viaja, você costuma cozinhar? Você viu nosso guia de como cozinhar em viagens? […]

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