Ghibli Museum, Japão, com crianças

ghibli museum

Bem vindo ao Museu Ghibli!

Visitamos o Museu Ghibli em setembro de 2016.

Se você não sabe o que o Estúdio Ghibli é, então pára tudo e vai assistir Meu Vizinho Totoro, Ponyo, O Serviço de Entregas da Kiki, Cemitério de Vagalumes e todos os outros. Sério.

Se você viu o filme e ama, como eu, você precisa conhecer o Museu Ghibli, em Tóquio. É só o museu mais lindo do mundo! Infelizmente, é pequeno e tem visitação controlada, então você precisa comprar seu ingresso antes de chegar lá, porque gente sem ingresso não entra e não dá para comprar na porta.

totoro ghibli museum

Venda de ingressos do Totoro

A gente tinha acabado de chegar no Japão, chegamos na noite anterior. Nem tínhamos descansado direito, mas já tínhamos uma missão: comprar os ingressos para o Museu Ghibli. Era começo de setembro, a gente estaria em Tóquio naquela semana e na última semana do mês. Eu não tinha nem aquecido meu treinamento em japonês, mas encontramos uma loja Lawson e fomos. Perguntei no balcão e um atendente veio me ajudar, mas adivinha? Não tinha mais ingresso disponível. O mês inteiro vendido. O. Mês. Inteiro.

Eu estava devastada. Ele me disse que os ingressos para outubro entrariam à venda na próxima semana e que eu deveria comprar logo de manhã na segunda-feira.

Não foi o melhor jeito de começar a viagem, sabe. Eu estava acabada, me sentia muito idiota por não ter comprado na NZ. Muito estúpida! Eu pensei que NZ$ 40 por adulto era muito caro, que eu deveria deixar para comprar no Japão, já que a gente pagaria JP¥ 1000 por adulto. Com os 40 dólares da NZ daria para pagar as entradas da família inteira.

ghibli museum outside

O lado de fora do museu e as placas de direção são lindas, também

Eu pesquisei por 2 meses e vi que sempre sobrava uma ou duas sessões livres no museu, daria tranquilamente para a gente chegar e comprar. E aí, não deu. E eu desesperei.

O Angelo encontrou uma exposição da Ghibli em Roppongi e a gente meio que aceitou o destino. No terceiro dia de Japão, eu estava procurando os ingressos para a exposição e vi 2 vagas livres no Museu Ghibli. Tentei por horas comprar online, mas toda hora dava erro, então o Angelo precisou ir comprar na Lawson (sozinho, era meia noite). Ele demorou, mas conseguiu. Eu nunca fiquei tão feliz de ter uns pedaços de papel na mão. Era a última sessão de um dia na nossa última semana no Japão.

A gente acordou cedo no dia, já pilhados. Saímos de casa à 1 da tarde, e nosso ingresso dizia que a gente só poderia entrar às 16:00. Nossa ideia era chegar cedo, passar algum tempo no café e ficar o máximo possível no museu. Comemos ramen no caminho para a estação de trem e fomos.

Ghibli bus

Não é o ônibus mais lindo do mundo?

Chegamos na estação de Mitaka às 2:20 da tarde. A gente não sabia se iria para o museu andando ou de ônibus, então decidimos ver os horários do ônibus e, se a espera fosse curta, pegaríamos o ônibus. Senão, andaríamos. Demoramos um tempão procurando o ponto, e a gente devia estar bem perdido porque um cara ofereceu ajuda e nos mostrou aonde era. Quando chegamos no ponto, o ônibus estava chegando e mal tivemos tempo para comprar os tíquetes. Os tíquetes vendidos na máquina são ida-e-volta, então se quiser só ida, pague direto para o motorista.

Agora deixe-me falar sobre o ônibus: ele era amarelo e tinha os personagens desenhados. Tinha até um Makkuro Kurosuke (não sei como eles se chamam no Brasil) dentro do ônibus (desenhado). O motorista foi gentil e esperou até a gente terminar de comprar nossas passagens. O ônibus tinha uma tela mostrando as próximas paradas.  Era um ônibus normal, mas mais fofo. Eu só acho que ele devia ter sido pintado como um Neko-bus (ônibus-gato, do Meu vizinho Totoro). 😛

ghibli bus

A parte interna do ônibus e o Makkuro Kurosuke solitário no fundo.

É uma linha circular, então a gente pega o mesmo ônibus, no mesmo ponto, para ir e para voltar.

Quando chegamos no museu, tinha gente no ponto de ônibus organizando a fila da volta e encaminhando os que chegavam para o museu. O museu fica bem do lado do Parque Mitaka, então é rodeado de árvores, uma coisa bonita! Chegamos lá pouco antes das 3 e nos disseram que a gente só podia entrar às 4, mesmo, e que o café ficaria aberto até às 7, para todos aproveitarem. A moça super simpática também disse que a gente deveria voltar umas 3:40 porque eles geralmente abrem um pouco antes. Então, primeiro, fomos comprar de brincadeira uns ingressos do Totoro. Tão, tão lindo! Foi muito legal.

Já que a gente tinha 40 minutos, decidimos ver o parque. Tinha tanto, mas tanto pernilongo que nós ficamos todos cheios de bolotas de coceira. Horrível. Mas apesar dos demônios voadores, a Coral se divertiu no parquinho enquanto as 3 crianças maiores ficaram conversando no banco.

ghibli stairs

As escadarias do Museu também eram lindas

Às 3:30 resolvemos voltar e já tinha fila. Esperamos pacientemente por 5 minutos quando fomos encaminhados para o balcão aonde entregamos nossos ingressos e recebemos um ingresso lindo de tira de filme. a Coral foi até chamada de Kiki por causa da roupa (e nenhum de nós tinha reparado até então).

Depois de ficarmos maravilhados com os ingressos mais fofos do mundo, entramos no museu e ficamos boquiabertos.

Tudo tão perfeito, tão lindo, tão incrível!

(e a gente não tem fotos do interior do museu porque fotos não são permitidas)

Laputa robot

As crianças explorando o robô de pertinho

A primeira sala, logo depois da entrada, é a sala mais mágica de todo o museu, com todos os ‘truques’ usados para fazer os desenhos. É muito legal, cheio de coisas incríveis e inacreditáveis. Eu nem consigo explicar ou descrever, só o que posso dizer é que a gente passou muito tempo lá, e só aquela sala vale o ingresso.

Mas como eu sou eu, vou tentar explicar a coisa que eu mais amei nessa sala, que era uma mesa rotatória redonda, com vários personagens do filme Totoro em uma cena em que a Mei está pulando corda. Então tinha a Mei no chão, depois ela saindo do chão, um pouco mais alto, e mais alto, um pouco mais baixo, até voltar ao chão, dar o impulso para pular de novo. Enquanto a Mei pulava corda, Totoro pulava em cima de um cogumelo, um morcego voava, os Totorozinhos passeavam e tal. A mágica acontecia quando essa mesa começava a rodar: tudo parecia um filme, mesmo, a gente via os personagens em movimento. Tão incrível!

coral and the robot

Minha Kiki e o lindo robô

A loja também é muito fofa, mas estava tão cheia que ficava difícil ver alguma coisa. Se a gente parava, logo era empurrado. Foi triste. Mas compramos cartões postais e uma caixa de biscoito, que estavam bem gostosos. A gente até mandou nossa latinha de biscoitos para a NZ, de tão linda que era. Espero que chegue. Tudo era lindo, mas muito caro. A Mel queria o colar do Laputa, mas ele custava mais de JP¥ 20 000 (uns US$ 200) e ela desistiu. Eu também queria um colar do Jiji e uma carteira, mas não encontrei. Foi bem difícil escolher os cartões, eu queria comprar todos!

A Mel amou o quarto que imitava a sala dos artistas que fazem os filmes, cheias de livros, canetas, lápis, aquarela e todas as coisas artísticas, fora as pinturas e desenhos maravilhosos nas paredes. A gente poderia ter passado todo o nosso tempo lá sem perceber. As crianças acharam difícil imaginar uma pessoa fazendo uns desenhos e pinturas lindos daqueles para nada.

Tinha também aqueles livros com os quadrinhos de como seriam os filmes, feitos a mão, incrivelmente detalhados e tão lindos que eu queria para mim.

Uma coisa que todos nós amamos muito foi o Neko-bus (ônibus-gato) tamanho real, todo de pelúcia. A gente podia entrar e sentar, foi um sonho!

A réplica do castelo do Howl era linda, tinha até as roupinhas penduradas pelas janelas, o banheiro dava para ser visto de fora, tudo perfeito! Tinha até uma biblioteca (e livraria), cheia de livros lindos!

lights by the restaurant

Perto do restaurante, Coral se encantou com as luzes

Na verdade, até os banheiros eram lindos.

Tinha tanta coisa, e tudo tão perfeito, que eu tenho certeza que estou esquecendo de um monte de coisas. Você pode ver as áreas pelo site oficial.

O parquinho de crianças não foi testado, porque a Coral ficou com medo das outras crianças e o João e o Zé ficaram com vergonha de entrar lá no meio das criançinhas de 3 anos. Mas era lindo, eu queria brincar lá, sério. Uma pena que eles não me deixaram.

No andar debaixo, tinha um mini cinema lindo e todo mundo pode ver um curta com o ingresso de tira de filme. Quando a gente foi, o filme era o Yadosagashi (à procura de abrigo), e foi muito engraçado. Os filmes mudam todo mês, mas eu tenho certeza de que todos valem a pena.

Ghibli waterpump

A bomba de água manual de lá, funcionando!

Minha parte favorita foi lá fora. As escadas que te levam até o robô gigante de Laputa eram lindas, mas aquele gigante perfeito ganhou meu coração. Ele já era meu personagem favorito, junto com o Totoro, e ver a peça ‘real’ foi mágico. As crianças amaram, se divertiram muito descobrindo os pequenos detalhes do robô. Foi demais, mesmo. O melhor é que o sótão, aonde o robô fica, é alto, rodeado de plantas e ainda com aquele gigante, a gente se sentiu em Laputa.

Nossa última parada foi o café Mugiwara Boushi (Chapéu de Palha) Café, o Café dentro do museu. Tinha uma fila imensa, a gente esperou por uns 20 minutos (sentados em cadeirinhas) pela nossa mesa. Como o restaurante estava para fechar, recebemos os menus e fizemos nosso pedido lá na fila mesmo. O café é lindo, com vários chapéus na entrada, uma lareira, cadeira de balanço e tudo para dar o clima de casa de campo. Os pratos tinham desenhos dos personagens Ghibli e a maioria das comidas vinha com uma bandeirinha Ghibli. A comida estava maravilhosa, e olha que a gente só experimentou a sobremsesa. A gente sabe que a comida estava boa porque todo mundo em volta estava falando sobre isso. Mas, se você não quer ficar na fila, tem uma barraquinha de cachorro quente, sorvete e outras coisinhas do lado de fora. Sem ar condicionado.

straw hat café

Dentro do restaurante, tudo fofo!

Valeu tudo: o trabalho, o choro, o dinheiro e o estresse. Amamos tudo (tirando a regra de não tirar fotos) do começo ao fim. Foi uma das melhores coisas que a gente fez no Japão.

Aparentemente o site recebeu uma atualização e agora tem um passo a passo de como comprar os ingressos pelas máquinas do Lawson, o que teria poupado 40 minutos da noite do Angelo. As máquinas eram só em japonês e os atendentes nem sempre sabiam falar inglês, então esse passo a passo do site é uma mão na roda.

Os ingressos vêm com uma janela de tempo em que você pode visitar o museu. Você precisa entrar nos primeiros 30 minutos, o que quer dizer que se o seu ingresso diz que vale das 14:00 às 16:00, você precisa entrar até às 14:30. Eu não sei se eles são flexíveis ou não, mas os japoneses são muito pontuais, então  eu nem tentaria. E eu não recomendo que você compre seu ingresso fora ou dentro do Japão, só recomendo que você compre como achar melhor, porque nem eu sei o que faria se fosse de novo.

ghibli museum at night

Quando estávamos indo embora, o gigante estava iluminado

Aonde fica o seu museu favorito? Conte nos comentários!

4 respostas

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  1. […] Japão tem bastante coisas boas, aqui estão algumas coisas: Ver a magia do Ghibli Studios. Ir para o Trick Art Museum. YAY […]

  2. […] todas as lojas do Japão, não encontrei a carteira. Na verdade, não encontrei NENHUMA carteira da Ghibli. […]

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